domingo, 19 de agosto de 2012

Dicas para atividade física


Segue abaixo orientações do portal Uol Saúde para a prática segura de uma atividade física periódica:

Torne-se ativo
Para atingir o mínimo de atividade física semanal:
pratique exercicios
  • Pratique atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola.
  • Faça exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana.
Mudando os hábitos - queime calorias reagindo aos confortos da vida moderna.
subir escadas
  • Suba 2 ou 3 andares de escada ao chegar em casa ou no trabalho
  • Dispense o interfone e o controle remoto.
  • Estacione o automóvel intencionalmente num local mais distante.
  • Dispense a escada rolante no shopping-center.
  • Dispense o carro para ir à padaria ou à banca de jornal.
  • Pratique atividades físicas por um período mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados.
Pratique exercícios com segurança e efetividade:
Hidrate-se
  • Use roupas adequadas. Evite agasalhos que provoquem aumento excessivo da sudorese pois provocam desconforto e desidratação e não tem nenhum efeito positivo sobre a perda de peso.
  • Hidrate-se adequadamente: Ingira líquidos antes, durante e depois de exercícios.
  • Sinta bem-estar: Escolha a modalidade e sobretudo a intensidade de exercício que traga prazer e boa tolerância.
  • Consulte seu médico: Qualquer dúvida ou desconforto procure orientaçãoprofissional.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Leucemia Linfóide Aguda

Em continuação ao post de 04 de junho, falaremos hoje sobre a forma mais frequente de leucemia entre as crianças, a LLA (Leucemia Linfóide Aguda). Conforme já foi dito, apesar de representar uma doença de extrema gravidade, vem obtendo altos índices de cura, especialmente entre o sub-tipo baixo risco; esta clasificação avalia critérios como idade, número de leucócitos ao diagnóstico e imunocitoquímica do blasto patológico (como exemplo, idade acima de 10 anos ou hemograma inicial com mais de 50.000 leucócitos representam uma LLA de alto risco). Os sintomas decorrentes de uma LLA estão associados às alterações medulares e consequentemente às alterações provocadas no hemograma. A expansão de um clone doente dentro da medula pode diminuir ou até inibir a produção de células normais: a queda de glóbulos vermelhos PODE levar a anemia, a queda de glóbulos brancos normais PODE levar a imunodepressão e consequentes infecções oportunistas, com febre, e a queda das plaquetas PODE levar a déficit da coagulação, com hemorragias e hematomas. Veja que nenhum sintoma é obrigatório no diagnóstico da LLA, assim como estes sintomas isolados não representam a certeza de uma leucemia. Um paciente apenas com anemia, terá provavelmente somente uma anemia; a certeza, porém, deste diagnóstico, necessitará do hemograma. E o que procuramos nele? O hemograma da LLA não necessita ter anemia, neutropenia ou plaquetopenia, mas sim apenas a neutropenia (que é a diminuição dos neutrófilos), pois como há produção aumentada de blastos linfóides é comum a contagem de leucócitos estar normal ou até elevada. Em alguns casos, não há alteração quantitativa nenhuma, mas o contador automático indica grande quantidade de linfócitos atípicos (que podem ser blastos leucêmicos). Vejam então que não há nenhuma garantia que uma ou mais destas alterações sejam certeza de uma LLA. Somente a investigação dirá o verdadeiro diagóstico. Por hoje é só, até a próxima.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dia Mundial do Doador de Sangue

Segue abaixo reportagem do portal Uol de 14/06/2012:


14/06/201207h00


Apenas 2 entre 10 doadores de sangue são voluntários sem laço afetivo com receptores

Do UOL, em São Paulo

Cirurgias que demandam ampla reposição de sangue e tratamentos radio ou quimioterápicos são situações comuns no cotidiano de um hospital, portanto é fundamental que o banco de sangue esteja abastecido para suprir as necessidades dos pacientes. No entanto, segundo levantamento do Hospital A.C.Camargo, apenas 2 entre 10 doadores são voluntários sem laço afetivo com receptores.

"Recebemos uma média de 60 a 70 doadores por dia e, infelizmente, apenas 20% deles são voluntários. Os outros 80% são fruto de ação interna que fazemos junto aos familiares e amigos com a proposta de sensibilizá-los", destaca a hemoterapeuta/hematologista do A.C.Camargo, Rivânia Almeida de Andrade.

No dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado nesta quinta-feira (14), os hospitais pretendem estimular a busca espontânea pelos bancos de sangue, visto que durante os meses de junho e julho o número de doações cai. "Não podemos repetir o fato de haver queda do número de doadores durante as férias escolares de julho e chegada do inverno", alerta Andrade.

Diagnósticos

Alguns hospitais oferecem aos doadores de sangue exames para diagnosticar algumas doenças como, câncer de próstata, pâncreas, tireoide. Além dos exames feitos em todos os hospitais que detectam Aids, hepatites B e C, doença de chagas e sífilis.

Ao receber os resultados dos exames, o doador já pode ser encaminhado para o tratamento necessário.

Detalhes sobre a doação de sangue:

- A doação de sangue é segura e demora cerca de trinta minutos
- Todo material utilizado na coleta do sangue é descartável, garantindo a segurança do doador.
- O volume de sangue total a ser coletado não pode exceder 8 ml/kg de peso para as mulheres e 9 ml/kg de peso para os homens. O volume admitido por doação é de 450 ml +/- 50ml, aos quais podem ser acrescidos até 30 ml para a realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas
- Doar sangue não altera a pressão arterial, não engrossa e nem modifica o sangue.
- O doador não tem qualquer obrigação de doar sangue novamente. Só faz isso se quiser, com intervalo de 60 dias para os homens e 90 dias para as mulheres
- É necessário apresentar um documento de identificação com foto, emitido por órgão oficial, ou sua cópia autenticada

Para doar sangue é preciso:

- Ter entre 18 e 65 anos e mais de 55 quilos
- Estar em boas condições de saúde e alimentado, mas não pode ter ingerido comida gordurosa nas últimas quatro horas
- Não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação
- Não ter tido gripe ou febre nos últimos sete dias
- Ter feito a última doação há mais de 90 dias se for mulher ou 60 dias se for homem
- Não ter feito tatuagem há menos de um ano
- Não estar grávida ou ter tido parto ou aborto há menos de três meses
- Não estar no período de amamentação
- Não ter nenhuma doença crônica do tipo cardiopatia, diabetes, tuberculose, doença renal, epilepsia ou hepatite
- Não ter antecedente ou apresentar fator de risco para doenças infecciosas transmissíveis por transfusão - sífilis, doença de Chagas, Aids, Hepatites B e C, malária, HTLV I/II

Cuidados após a doação:

- A doação não traz riscos para o doador, mas eventualmente, após a coleta do sangue, a pessoa pode apresentar alguns sintomas: tontura, queda de pressão, desmaio, náuseas, vômitos, dor ou hematoma no local da punção
- Alguns cuidados são necessários para diminuir os efeitos colaterais adversos após a doação: Ingerir bastante líquido, não tomar bebida alcoólica ou realizar exercícios físicos no dia da doação, não fazer força com o braço que foi puncionado, não fumar por no mínimo duas horas e aguardar 30 minutos para dirigir carro e 1 hora para dirigir motocicleta
- Se o doador sentir alguns desses sintomas ou outros que não considere normal, deve comunicar imediatamente ou retornar ao Banco de Sangue para avaliação e orientação médica

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Atestado Médico para Academias

Segue abaixo reportagem do portal Folha de 05/06/2012:


05/06/2012 - 08h00



Nova lei exige atestado médico semestral para frequentar academia

JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Desde maio, alunos de academias da cidade de São Paulo têm que se submeter a exames médicos semestrais, de acordo com a lei 11.383/1993, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab.

E o não cumprimento da lei pode levar à multa e fechamento do estabelecimento, segundo a Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela fiscalização.

Para o cirurgião especializado em medicina esportiva Liaw Chao, ser avaliado a cada seis meses é benéfico: "A academia serve como porta de entrada para o consultório, convencendo pacientes relapsos, sobretudo homens, a se cuidarem melhor".

Ao voltar para a ginástica depois de quatro anos parado, o empresário Ian Walace, 44, surpreendeu-se com a quantidade de testes que precisou fazer: "Antes era mais simples, só uma corridinha na esteira, uma medição de pulso. Achei melhor agora, passa confiança", diz.

Mas não ficou animado quando descobriu que logo terá que repetir os exames posturais, cardíacos e neuromotores: "Achei exagerado, meu estado de saúde não vai mudar em um semestre".

Preocupadas com a evasão de alunos por conta do aumento dos exames, academias como a Bodytech e a K2 colocaram médicos de plantão em suas unidades.

"Facilita a vida do aluno e garante que os exames sejam úteis tanto para a parte médica quanto para avaliar o desempenho", afirma Daniel Gusmão, coordenador da rede de academias K2.

A facilidade tem seu preço. Nas unidades da K2, o aluno paga R$ 75 para fazer a avaliação médica. Se quiser fazer também a avaliação física, desembolsa mais R$ 150.

Na Bodytech, um "checkup fitness" que inclui testes médicos e físicos custa R$ 420.

MENOR DE IDADE

A nova lei obriga ainda que menores de 18 anos apresentem uma autorização dos pais ou responsáveis para frequentar a academia. Segundo o hebiatra Maurício de Souza Lima, do Hospital Sírio Libanês, ter que assinar o documento pode conscientizar os pais da importância de avaliar a atividade dos filhos.

Para o médico, o excesso de exercícios pode causar tendinite e comprometer as cartilagens. "Acho temerário um adolescente passar mais de uma hora na academia mais de três vezes por semana."

A intensidade do exercício precisa ser controlada de acordo com o nível de crescimento. Musculação, só depois dos 16 para as meninas e dos 18 para os meninos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Leucemia

Olá...como já foi explicado, as leucemias são a forma mais frequente de câncer infantil, e felizmente tambem atingem (conforme sua classificação) os maiores índices de cura total na oncologia pediátrica. Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre os tipos de leucemias; é muito claro que nem todas são iguais em gravidade, portanto nem sempre um diagnóstico deste é motivo, por exemplo, de internações seguidas e tratamentos agressivos. Inicialmente, dividimos as leucemias em dois grupos: as agudas e crônicas, e as linfóides e mielóides. Aa leucemias agudas são as formas de evolução mais rápida e agressiva, aquelas que se não tratadas imediatamente podem levar a óbito em poucos dias, enquanto as crônicas tem uma evolução mais lenta, sem trazer tantos sintomas, e sem exames periódicos podem levar até anos para serem diagnosticadas. Temos então a LLA (Leucemia Linfóide Aguda), a mais comum entre as crianças, que conforme sua classificação e idade, pode atingir até 90% de cura total; temos a LLC (Leucemia Linfóide Crônica), rara em crianças; a LMA (Leucemia Mielóide Aguda), patologia muito agressiva com altos índices de mortalidade com a quimioterapia, sendo hoje uma indicação clara de transplante de medula óssea, felizmente com uma frequência muito menor que a LLA; e a LMC (Leucemia Mielóide Crônica), doença tambem rara porém de características celulares tão diversas que alguns sub-tipos são incluídos na classificação das SMD, Síndromes Mielo-Displásicas. vista por nós em 16/02/2011. Ainda temos a Leucemia Bi-Fenotípica (Linfóide + Mielóide), logicamente muito grave, que pode aparecer no primeiro diagnóstico ou evoluir durante o tratamento de uma LLA. Por hoje é só, um abraço.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Plano de Saúde deverá cobrir Quimioterapia Oral

Segue abaixo reportagem do portal G1 de 16/05/2012:


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (16) um projeto de lei que obriga os planos de saúde a cobrirem o tratamento domiciliar de câncer cujo paciente toma medicação oral.

A proposta foi aprovada em caráter terminativo na comissão e, portanto, só será votada no plenário do Senado se houver recurso por parte de parlamentares. Caso não seja apresentado recurso, o projeto segue para análise e votação na Câmara dos Deputados. Se sofrer alterações, volta para o Senado. Depois, vai à sanção da presidente Dilma Rousseff, que tem a prerrogativa de sancionar ou vetar total ou parcialmente. O projeto (PLS 352/11) é da senadora Ana Amélia (PP-RS).

O tratamento do câncer com medicamentos orais pode substituir ou complementar o tratamento ambulatorial e de internação hospitalar.

Amélia afirma que, além de não cobrirem esse tipo de tratamento, atualmente os planos de saúde transferem parte desses pacientes e seus respectivos custos assistenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o projeto, os planos de saúde que incluem atendimento ambulatorial terão de cobrir o tratamento de quimioterapia oncológica domiciliar de uso oral, incluindo os medicamentos para controle de efeitos colaterais relacionados ao tratamento.

Já os planos que incluem internação hospitalar teriam de cobrir a quimioterapia oncológica ambulatorial e domiciliar e os procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer ou uso terapêutico do sangue, para garantir a continuidade da assistência prestada durante a internação hospitalar.

A proposta de Ana Amélia altera a Lei 9.656, de 1998, que trata das regras dos planos de saúde. O texto contou com parecer favorável do relator, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que é médico.

Volto em breve com um novo post científico. Até a próxima.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Comentários

Bom dia...abro hoje um novo post para responder a algumas dúvidas surgidas durante estas semanas. Lembrando que além de postar um comentário, você pode me escrever diretamente pelo e-mail lcpinheiro168@hotmail.com , ou ser um seguidor como já fazem a Agnes, a Vanessa e meu colega Marcelo Rossi.
Stella está preocupada com sua anemia profunda, difícil de ser resolvida. Uma anemia profunda não é diagnóstico, pode ser somente uma anemia ferropriva persistente, que se acentua com o passar dos meses sem tratamento. E quando falamos tratamento, significa que a entrada de Ferro é superior à saída; grosseiramente, comparamos com uma caixa d'água: não adianta enchê-la continuamente se as torneiras da casa estiverem abertas escoando toda sua entrada. É o que rotineiramente acontece com mulheres em idade fértil que apresentam menstruações volumosas; elas se alimentam bem, tomam suplementos diariamente mas estão sempre com anemia.
Taiane questiona se há um tratamento específico para a herpes causada pela baixa resistência; normalmente este quadro é auto-limitado, ou seja, desaparece espontaneamente em alguns dias. Costuma ser usado o Aciclovir tópico, que às vezes melhora os sintomas, e o tratamento com Aciclovir oral é indicado em pacientes com história de imunidade reduzida comprovada.
Vanessa elogia o post eosinofilia, obrigado.
Márcia é corredora de rua e pergunta se o GAMAFI (nossa clínica de avaliação para praticantes de atividades físicas) atende fora de Ribeirão Preto. Por enquanto estamos apenas aqui em nossa cidade, informações no 16-3289-0900.
E Raíssa apresenta uma anemia de difícil resolução e vai no ponto da questão, se o diagnóstico está correto. Seu caso necessita de uma avaliação mais complexa, estou à sua disposição pelo e-mail, lembrando sempre que este nosso bate-papo não substitui uma consulta oficial, em que estamos diante do paciente e podemos realizar nossa história clínica e um exame físico adequado.
Por hoje é só, até a próxima.