sexta-feira, 8 de junho de 2012

Atestado Médico para Academias

Segue abaixo reportagem do portal Folha de 05/06/2012:


05/06/2012 - 08h00



Nova lei exige atestado médico semestral para frequentar academia

JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Desde maio, alunos de academias da cidade de São Paulo têm que se submeter a exames médicos semestrais, de acordo com a lei 11.383/1993, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab.

E o não cumprimento da lei pode levar à multa e fechamento do estabelecimento, segundo a Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela fiscalização.

Para o cirurgião especializado em medicina esportiva Liaw Chao, ser avaliado a cada seis meses é benéfico: "A academia serve como porta de entrada para o consultório, convencendo pacientes relapsos, sobretudo homens, a se cuidarem melhor".

Ao voltar para a ginástica depois de quatro anos parado, o empresário Ian Walace, 44, surpreendeu-se com a quantidade de testes que precisou fazer: "Antes era mais simples, só uma corridinha na esteira, uma medição de pulso. Achei melhor agora, passa confiança", diz.

Mas não ficou animado quando descobriu que logo terá que repetir os exames posturais, cardíacos e neuromotores: "Achei exagerado, meu estado de saúde não vai mudar em um semestre".

Preocupadas com a evasão de alunos por conta do aumento dos exames, academias como a Bodytech e a K2 colocaram médicos de plantão em suas unidades.

"Facilita a vida do aluno e garante que os exames sejam úteis tanto para a parte médica quanto para avaliar o desempenho", afirma Daniel Gusmão, coordenador da rede de academias K2.

A facilidade tem seu preço. Nas unidades da K2, o aluno paga R$ 75 para fazer a avaliação médica. Se quiser fazer também a avaliação física, desembolsa mais R$ 150.

Na Bodytech, um "checkup fitness" que inclui testes médicos e físicos custa R$ 420.

MENOR DE IDADE

A nova lei obriga ainda que menores de 18 anos apresentem uma autorização dos pais ou responsáveis para frequentar a academia. Segundo o hebiatra Maurício de Souza Lima, do Hospital Sírio Libanês, ter que assinar o documento pode conscientizar os pais da importância de avaliar a atividade dos filhos.

Para o médico, o excesso de exercícios pode causar tendinite e comprometer as cartilagens. "Acho temerário um adolescente passar mais de uma hora na academia mais de três vezes por semana."

A intensidade do exercício precisa ser controlada de acordo com o nível de crescimento. Musculação, só depois dos 16 para as meninas e dos 18 para os meninos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Leucemia

Olá...como já foi explicado, as leucemias são a forma mais frequente de câncer infantil, e felizmente tambem atingem (conforme sua classificação) os maiores índices de cura total na oncologia pediátrica. Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre os tipos de leucemias; é muito claro que nem todas são iguais em gravidade, portanto nem sempre um diagnóstico deste é motivo, por exemplo, de internações seguidas e tratamentos agressivos. Inicialmente, dividimos as leucemias em dois grupos: as agudas e crônicas, e as linfóides e mielóides. Aa leucemias agudas são as formas de evolução mais rápida e agressiva, aquelas que se não tratadas imediatamente podem levar a óbito em poucos dias, enquanto as crônicas tem uma evolução mais lenta, sem trazer tantos sintomas, e sem exames periódicos podem levar até anos para serem diagnosticadas. Temos então a LLA (Leucemia Linfóide Aguda), a mais comum entre as crianças, que conforme sua classificação e idade, pode atingir até 90% de cura total; temos a LLC (Leucemia Linfóide Crônica), rara em crianças; a LMA (Leucemia Mielóide Aguda), patologia muito agressiva com altos índices de mortalidade com a quimioterapia, sendo hoje uma indicação clara de transplante de medula óssea, felizmente com uma frequência muito menor que a LLA; e a LMC (Leucemia Mielóide Crônica), doença tambem rara porém de características celulares tão diversas que alguns sub-tipos são incluídos na classificação das SMD, Síndromes Mielo-Displásicas. vista por nós em 16/02/2011. Ainda temos a Leucemia Bi-Fenotípica (Linfóide + Mielóide), logicamente muito grave, que pode aparecer no primeiro diagnóstico ou evoluir durante o tratamento de uma LLA. Por hoje é só, um abraço.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Plano de Saúde deverá cobrir Quimioterapia Oral

Segue abaixo reportagem do portal G1 de 16/05/2012:


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (16) um projeto de lei que obriga os planos de saúde a cobrirem o tratamento domiciliar de câncer cujo paciente toma medicação oral.

A proposta foi aprovada em caráter terminativo na comissão e, portanto, só será votada no plenário do Senado se houver recurso por parte de parlamentares. Caso não seja apresentado recurso, o projeto segue para análise e votação na Câmara dos Deputados. Se sofrer alterações, volta para o Senado. Depois, vai à sanção da presidente Dilma Rousseff, que tem a prerrogativa de sancionar ou vetar total ou parcialmente. O projeto (PLS 352/11) é da senadora Ana Amélia (PP-RS).

O tratamento do câncer com medicamentos orais pode substituir ou complementar o tratamento ambulatorial e de internação hospitalar.

Amélia afirma que, além de não cobrirem esse tipo de tratamento, atualmente os planos de saúde transferem parte desses pacientes e seus respectivos custos assistenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o projeto, os planos de saúde que incluem atendimento ambulatorial terão de cobrir o tratamento de quimioterapia oncológica domiciliar de uso oral, incluindo os medicamentos para controle de efeitos colaterais relacionados ao tratamento.

Já os planos que incluem internação hospitalar teriam de cobrir a quimioterapia oncológica ambulatorial e domiciliar e os procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer ou uso terapêutico do sangue, para garantir a continuidade da assistência prestada durante a internação hospitalar.

A proposta de Ana Amélia altera a Lei 9.656, de 1998, que trata das regras dos planos de saúde. O texto contou com parecer favorável do relator, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que é médico.

Volto em breve com um novo post científico. Até a próxima.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Comentários

Bom dia...abro hoje um novo post para responder a algumas dúvidas surgidas durante estas semanas. Lembrando que além de postar um comentário, você pode me escrever diretamente pelo e-mail lcpinheiro168@hotmail.com , ou ser um seguidor como já fazem a Agnes, a Vanessa e meu colega Marcelo Rossi.
Stella está preocupada com sua anemia profunda, difícil de ser resolvida. Uma anemia profunda não é diagnóstico, pode ser somente uma anemia ferropriva persistente, que se acentua com o passar dos meses sem tratamento. E quando falamos tratamento, significa que a entrada de Ferro é superior à saída; grosseiramente, comparamos com uma caixa d'água: não adianta enchê-la continuamente se as torneiras da casa estiverem abertas escoando toda sua entrada. É o que rotineiramente acontece com mulheres em idade fértil que apresentam menstruações volumosas; elas se alimentam bem, tomam suplementos diariamente mas estão sempre com anemia.
Taiane questiona se há um tratamento específico para a herpes causada pela baixa resistência; normalmente este quadro é auto-limitado, ou seja, desaparece espontaneamente em alguns dias. Costuma ser usado o Aciclovir tópico, que às vezes melhora os sintomas, e o tratamento com Aciclovir oral é indicado em pacientes com história de imunidade reduzida comprovada.
Vanessa elogia o post eosinofilia, obrigado.
Márcia é corredora de rua e pergunta se o GAMAFI (nossa clínica de avaliação para praticantes de atividades físicas) atende fora de Ribeirão Preto. Por enquanto estamos apenas aqui em nossa cidade, informações no 16-3289-0900.
E Raíssa apresenta uma anemia de difícil resolução e vai no ponto da questão, se o diagnóstico está correto. Seu caso necessita de uma avaliação mais complexa, estou à sua disposição pelo e-mail, lembrando sempre que este nosso bate-papo não substitui uma consulta oficial, em que estamos diante do paciente e podemos realizar nossa história clínica e um exame físico adequado.
Por hoje é só, até a próxima.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Atividade Física

Bom dia...não é novidade para ninguém que a atividade física traz vários benefícios para corpo e mente, como melhora da coordenação motora, prevenção de doenças cardio-vasculares e aumento da auto-estima e da sociabilidade. Por outro lado, praticar exercícios tornou-se para alguns uma "moda", praticada sem critério ou acompanhamento algum. Particularmente na hematologia, acompanhamos adeptos de corrida de rua e maratonistas, propensos a anemias crônicas por queda do estoque de ferro, geralmente causado pelos traumas musculares de repetição (micro lesões sangrantes dos membros inferiores). Qualquer indivíduo, antes de iniciar uma atividade física, amadora ou profissional, deveria ser avaliado por um médico ou por um grupo de especialistas. Visando este acompanhamento de qualidade. abrimos em Ribeirão Preto o GAMAFI - Grupo de Avaliação Multidisciplinar para Atividade Física, composto por hematologista, cardiologista e nutróloga, com retaguardas de ortopedista e dentista. Nunca pratique esportes sem uma avaliação inicial que diga a carga que seu organismo suporte e os cuidados a serem tomados. Por hoje é só, um abraço.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Oncologia Infantil - 2ª parte

Bom dia...após um feríodo sem postagens (férias, crianças em casa, muito cinema e Play-Station) volto ao assunto que introduzi no post anterior. O câncer infantil, apesar de frequente e mais dramático que no adulto (pois a criança teria maior expectativa de vida e carrega sonhos e expectativas dos pais) é uma patologia com alta taxa de cura nos dias de hoje. É óbvio que tudo depende do tipo de neoplasia (algumas, como o tumor pulmonar de Askin, que vitimou o cantor Leandro, são infalivelmente fatais), e estas taxas são elevadas porque entre os tumores mais comuns temos patologias com alta taxa de sobrevivência, como a leucemia linfóide aguda (LLA) e o tumor renal primário. A cura entre os pacientes como LLA de baixo risco (que leva em conta a idade, tipo de célula doente, invasão de outros órgãos) e pacientes com Tumor de Wilms em estágio inicial chega a 90%. São tambem muito comuns em crianças os tumores do sistema nervoso central e dos ossos. A partir dos próximos posts falaremos um pouco mais de cada um deles, e certamente muitas questões serão levantadas. Estou aqui para auxiliar no entendimento destas doenças, um abraço.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Comentários, questões e consultas

Bom dia...abro espaço hoje para responder algumas questões que chegam a mim através dos comentários ou pelo e-mail lcpinheiro168@hotmail.com . Lembro que nossas conversas não caracterizam nem substituem uma verdadeira consulta médica, conforme o Código de Ética do CRM, e para aqueles interessados em uma avaliação completa e detalhada, estou à disposição em meu consultório particular em Ribeirão Preto-SP, fone 16-3289-0900. Aos interessados de fora da cidade, temos horários especiais de atendimento e informações sobre estadia na belíssima cidade do interior paulista.
Em comentários, Marcia me pergunta sobre o termo: Leucopenia associada a linfocitose relativa. Leucopenia significa que o valor dos leucócitos (glóbulos brancos) está diminuído, enquanto linfocitose é o aumento dos linfócitos (um tipo de glóbulo branco), porém de forma relativa, ou seja, pode ser que o valor real dos linfócitos esteja normal, porém em porcentagem há mais linfócitos que outros tipos.Apenas como exemplo, resfriados comuns e algumas infecções (como a dengue) podem ter este resultado, mais informações apenas com o hemograma completo em mãos.
Tambem em comentários, Mary informa que seu filho passou anos tomando Ferro sem sucesso, e após uma grande piora teve o diagnóstico de esferocitose. Voltamos a avisar: o fundamental é o diagnóstico preciso, principalmente a anemia ferropriva (por falta de ferro), que tem exames à disposição facilmente mesmo pelo SUS.
Por e-mail, Ana Paula me pede informações sobre o livro "Interpretação do Hemograma na Pediatria", voltado para profissionais da área da saúde mas à disposição para qualquer interessado. Seu custo, com frete incluso, é de R$ 50,00. Por hoje é só, um abraço, Luís Cláudio.