segunda-feira, 22 de junho de 2020
A Hematologia é uma das áreas que estudam a imunidade, a baixa resistência e as alterações do hemograma como leucopenia, leucocitose e neutropenia. Siga no Instagram @clinicahematodrluisclaudio
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domingo, 21 de outubro de 2012
Exposição à Radiação Ultravioleta
Olá....hoje nosso blog abre suas linhas para o meu amigo pessoal, Dr. Reynaldo José Sant'Anna Pereira de Souza, oncologista pediátrico do Hospital do Câncer de Franca e um dos responsáveis pelo Programa Sol Amigo, com orientações e informações sobre a exposição aos raios ultravioleta. Contatos com Dr. Reynaldo através do www.solamigo.org
Todas as pessoas,
independente de raça e etnia, estão expostas à radiação ultravioleta (UV) do Sol.
Pequenas quantidades de radiação UV são benéficas para a saúde. Entretanto, a
exposição excessiva pode ser extremamente perigosa e está associada ao aumento
do risco de desenvolvimento de várias doenças que podem ter consequências
graves à nossa saúde.
CÂNCER
DE PELE
A
radiação UV causa alterações genéticas nas células da pele, que com o tempo
levam ao desenvolvimento docâncer de pele. A Organização Mundial da Saúde (OMS)
estima que mais de 2 milhões de casos de carcinomasespinocelulares (CEC) e
carcinomasbasocelulares (CBC) e 200 mil casos de melanoma ocorram no mundo a
cada ano. Destes, cerca de 50% a 90% dos casos de melanoma e CBC e, 50% a 70%
dos casos de CEC de pele e dos olhos seriam causados pela radiação UV.
QUEIMADURA
SOLAR
O
resultado mais óbvio da exposição excessiva à radiação UV é a queimadura solar
que pode ser severa e formar bolha. A ocorrência de 5 ou mais queimaduras
solares durante a infância duplicam o risco de desenvolvimento do câncer de
pele na vida adulta.
ENVELHECIMENTO
PRECOCE
A
exposição excessiva ao Sol causa modificações na textura da pele, que perde sua
elasticidade e enruga, adquirindo uma aparência dura e inflexível, semelhante
ao couro. A isto chamamos de fotoenvelhecimento. Cerca de 90% das
modificações visíveis da pele, comumente atribuídas ao envelhecimento são
causadas pela exposição ao Sol. O Sol pode causar ainda a descoloração da pele, o
aparecimento de sinais (manchas marrons) e, a queratose actínica (solar),
lesões escamosas, com crostas, que não cicatrizam e podem se transformar em câncer
de pele.
LESÕES
OCULARES
A
exposição excessiva à radiação UV pode causar queimadura e inflamação
dos tecidos superficiais dos olhos. A exposição crônica pode aumentar, também,
a incidência de catarata(opacificação gradativa das lentes dos olhos) que leva
à cegueira cerca de 20 milhões de pessoas a cada ano, no mundo, sendo 20% dos
casos relacionados ao Sol; pterígio(crescimento de um tecido opaco
sobre a superfície do olho) sendo 40% a 70% dos casos relacionados ao Sol; degeneraçãomacular,
leva à perda da capacidade de ver os detalhes dos
objetos, impedindo a pessoa de reconhecer rostos, dirigirem, lerem, etc.
SUPRESSÃO
IMUNOLÓGICA
A
exposição excessiva ao Sol suprime o nosso sistema de defesa deixando o corpo
mais vulnerável às infecções virais, bacterianas, parasitológicas e fúngicas.
Além disto, pode ocorrer uma resposta inadequada às vacinas recebidas.
Com
o objetivo de ensinar as crianças em idade escolar e seus familiares a se protegem
adequadamente da exposição excessiva ao Sol e consequentemente, dos efeitos nocivos
da radiação UV foi desenvolvido o Programa
Sol Amigo, um programa escolar de educação continuada em saúde.
Através
de uma abordagem de ensino interdisciplinar, a ser desenvolvido durante toda a
vida escolar do aluno, o Programa Sol
Amigo procura não só transmitir conhecimento sobre a radiação UV emitida
pelo Sol, mas também fazer com que os alunos desenvolvam habilidades e atitudes
de proteção contra o Sol, de forma sustentada. O Programa Sol Amigo procura ainda encorajar as escolas a proverem a
seus alunos um ambiente seguro, com relação ao Sol, e a desenvolverem práticas
que promovam a diminuição da exposição deles ao Sol, além de buscar junto à
comunidade parceiros que possam atuar como agentes multiplicadores da informação.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Leucemia Linfóide Aguda - Tratamento
Boa tarde...como já foi comentado, a LLA é a leucemia mais comum na infância. E tambem, infelizmente, a que tem o tratamento mais longo entre as neoplasias pediátricas. Em média, todo ciclo de quimioterapia (QT) atinge 2 anos e meio, porém este tempo não é exato. Desde o início, a quimioterapia pode produzir grandes anemias (que requerem transfusões de sangue repetitivas), leucopenias próximas de zero (que exigem aplicação de medicamentos estimulantes de neutrófilos, porém mesmo com eles é comum as infecções de repetição sem foco determinado, que atrasam o próximo ciclo) e plaquetopenias extremas que levam a hemorragias de alto risco ao paciente. Cada vez que um paciente em QT é internado ou toma medicações para estas complicações, o ciclo para e só é reiniciado quando ele estiver parcialmente recuperado. Os efeitos colaterais da QT são amplamente conhecidos, como vômitos incoercíveis e interferência no crescimento das células que se reproduzem constantemente (por isto a pan-citopenia no sangue e a queda de cabelos); algumas drogas ainda tem efeitos localizados, como a toxicidade cardíaca ou renal. Além da QT endovenosa, também é usada a QT intra-tecal (aplicada via medula espinhal, como uma anestesia em gestantes ou a coleta do exame de meningite). Isto acontece porque o corpo humano tem dois santuários (locais onde a QT venosa não chega): cérebro e testículos. A QT intra-tecal visa tratar (ou proteger) o cérebro, enquanto não há tratamento conhecido para a invasão leucêmica nas gônadas masculinas. Um abraço a todos, Dr. Luís Cláudio.
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santuários na leucemia
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Transplante de Medula Óssea em Idosos
Segue abaixo reportagem do portal Estadão de 10/09/2012:
Novas técnicas abrem
possibilidade de transplante de medula óssea em idosos
Mudança do perfil
do transplantado se deve à descoberta de novas drogas e à evolução de técnicas
médicas de outras instâncias para fazer os assentamentos
10 de setembro de 2012 | 22h 30
A descoberta de novas drogas e
a evolução de técnicas médicas têm mudado o perfil dos pacientes que recebem
transplante de medula óssea de doador – aparentado ou não. Há 15 anos, por
conta dos riscos, pessoas com mais de 55 anos não eram submetidas ao
procedimento. Hoje, hospitais particulares e universitários já fazem o
transplante naqueles com mais de 70 anos. A mudança no perfil do transplantado
foi um dos temas do 16.º Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula
Óssea (SBTMO), no mês passado.
Dois estudos recentes dão
esperanças às pessoas com mais de 70 anos que precisam de transplante de medula
óssea de um doador, os chamados transplantes alogênicos. Um deles foi o
levantamento feito pelo Registro Internacional de Transplante de Medula Óssea
(CIBMTR, na sigla em inglês), com base em outras pesquisas, que encontrou
resultados similares em pacientes jovens e idosos para o chamado transplante
não mieloablativo – isso quer dizer que a medula óssea do paciente não precisou
ser bombardeada por altas doses de radioterapia ou químio.
“Os médicos chegaram à
conclusão de que nem sempre é necessário. Pode-se dar menor dose de químio ou
de rádio, só para permitir que a célula do doador seja enxertada no paciente.
Essa célula é capaz de fazer algumas reações imunológicas e lutar contra a
doença, como, por exemplo, a leucemia”, explica Nelson Hamershlack,
hemoterapeuta do Hospital Israelita Albert Einstein e sócio fundador da SBMTO.
Essa é uma das técnicas
utilizadas no Hospital Universitário da Unicamp. “Ela reduz de maneira
importante a toxicidade do procedimento. É uma técnica consolidada no mundo
inteiro e no Brasil e permitiu que pessoas mais combalidas fizessem o
transplante”, afirma o onco-hematologista Carmino Antonio de Souza, presidente
da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).
Outro estudo foi feito em
parceria pelo MD Anderson Cancer Center, no Texas, e o Einstein. Nesse caso,
foram analisados 79 pacientes, com idades entre 55 e 76 anos, que tiveram a
medula suprimida (transplante mieloablativo) com medicamentos mais modernos e
menos tóxicos. “Esse estudo mostrou que em pacientes sem doenças associadas,
como diabetes, hipertensão, cardiopatias, os resultados também foram semelhantes
aos dos mais jovens”, aponta Hamershlack. Dos pacientes, 71% tiveram remissão
completa.
Expansão. Para o médico, os
dois estudos “documentam” que o transplante alogênico é possível em pacientes
mais velhos, dependendo do tipo de doença e a condição física. “Nosso pleito ao
Ministério da Saúde é de expandir a idade dos pacientes. Há um envelhecimento
da população por causa da melhor qualidade de vida. Nessa idade mais avançada,
doenças como leucemia e síndrome mielodisplásica são mais prevalentes”, afirma
o médico. “A SBTMO já chegou a um consenso. Há possibilidade de expandir a
idade do paciente, em vez de privá-lo dessa solução terapêutica importante.”
Hoje, a portaria ministerial
estabelece que o Sistema Único de Saúde (SUS) reembolsa gastos com transplantes
autólogos (em que são usadas as células-tronco do próprio paciente) em pessoas
com até 75 anos; transplante de doador aparentado, com supressão da medula,
para aqueles com até 65, e até 60 anos para transplante com doador não
aparentado.
“Uma regra dessa acabaria com a
possibilidade de o meu pai nascer de novo”, resume o advogado Diego Nicolau
Rodriguez, de 29 anos, filho do cirurgião cardiovascular Antonio Rodriguez
Souza, de 74 anos, que recebeu a infusão de células-tronco da irmã, de 82, no mês
passado.
O médico, que sofria de
mielodisplasia – mal funcionamento da medula óssea, que leva à produção
inadequada das células sanguíneas –, passou pelo procedimento no Einstein, em
1.º de agosto. Durante mais de ano, Souza foi tratado com medicamentos e
transfusões de sangue, até que o estado de saúde se agravou e o transplante se
tornou a única alternativa.
“Foi traumático, mas foi um
sucesso. Mostra que uma pessoa mais velha pode tanto ser doadora como
receptora. Meu pai já não tinha chance nenhuma. Agora, poderá ver o casamento
da minha irmã, daqui a seis meses.”
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transplante de medula óssea
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Comentários
Bom dia...abro novamente um post para responder algumas dúvidas que surgem durante nossas conversas sobre Hematologia. Lembrando que questões mais específicas ou complexas podem ser enviadas diretamente a mim pelo e-mail lcpinheiro168@hotmail.com, e consultas completas agendadas em minha clínica em Ribeirão Preto-SP pelo (16)-3289-0900. Solicito tambem que as postagens dos comentários sejam identificadas ao menos com seu primeiro nome, já que principalmente nestes últimos dias houve várias questões que surgiram para mim apenas como Anônimo...
Dentre os comentários sem identificação, selecionei 5: em dois deles a preocupação com o termo linfocitose no hemograma; isto não significa necessariamente uma doença, pois crianças, por exemplo, tem uma linfocitose normal para a idade. Já em adultos, quadros virais (como o resfriado) são os maiores causadores de linfocitose, principalmente moderada. Grandes linfocitoses, ou persistentes, devem ser investigadas. Em outros dois, uma definição melhor da falsa plaquetopenia: é uma contagem baixa de plaquetas no hemograma, sem que isto corresponda à realidade, ou seja, um erro técnico, geralmente sem culpa do laboratório. Normalmente ocorre pelo contato prolongado do sangue colhido com o anticoagulante presente no tubo de coleta. Sou tambem questionado sobre a influência da plaquetopenia no dia-a-dia; como ela é fundamental para a coagulação do sangue, ela pode causar hematomas, pequenas hemorragias (como sangramento gengival após escovação) e deve-se ficar muito atento se o paciente terá de passar por procedimentos (como uma cirurgia, uma extração dentária), já que nestes casos é natural que a hemorragia seja mais volumosa. Outro comentário anônimo pergunta se há cura para a leucemia...em primeiro lugar vamos lembrar que há vários tipos de leucemia, então algumas tem altas chances de cura e outras não.
Silvana Oliveira pede-me um post sobre o assunto neutropenia; os detalhes sobre a neutropenia estão dentro do post Leucopenia, publicado em 24/01/2010.
Marcela solicita um exemplar do livro "Interpretação do Hemograma na Pediatria", cujo valor já com o frete incluso é de R$ 50,00. O pedido pode ser feito pelo e-mail acima, de qualquer lugar do país.
Um abraço e até a próxima.
Dentre os comentários sem identificação, selecionei 5: em dois deles a preocupação com o termo linfocitose no hemograma; isto não significa necessariamente uma doença, pois crianças, por exemplo, tem uma linfocitose normal para a idade. Já em adultos, quadros virais (como o resfriado) são os maiores causadores de linfocitose, principalmente moderada. Grandes linfocitoses, ou persistentes, devem ser investigadas. Em outros dois, uma definição melhor da falsa plaquetopenia: é uma contagem baixa de plaquetas no hemograma, sem que isto corresponda à realidade, ou seja, um erro técnico, geralmente sem culpa do laboratório. Normalmente ocorre pelo contato prolongado do sangue colhido com o anticoagulante presente no tubo de coleta. Sou tambem questionado sobre a influência da plaquetopenia no dia-a-dia; como ela é fundamental para a coagulação do sangue, ela pode causar hematomas, pequenas hemorragias (como sangramento gengival após escovação) e deve-se ficar muito atento se o paciente terá de passar por procedimentos (como uma cirurgia, uma extração dentária), já que nestes casos é natural que a hemorragia seja mais volumosa. Outro comentário anônimo pergunta se há cura para a leucemia...em primeiro lugar vamos lembrar que há vários tipos de leucemia, então algumas tem altas chances de cura e outras não.
Silvana Oliveira pede-me um post sobre o assunto neutropenia; os detalhes sobre a neutropenia estão dentro do post Leucopenia, publicado em 24/01/2010.
Marcela solicita um exemplar do livro "Interpretação do Hemograma na Pediatria", cujo valor já com o frete incluso é de R$ 50,00. O pedido pode ser feito pelo e-mail acima, de qualquer lugar do país.
Um abraço e até a próxima.
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domingo, 2 de setembro de 2012
Ácido Fólico na Gestação
Segue abaixo reportagem do portal Folha de 30/08/2012:
30/08/2012 - 05h00
30/08/2012 - 05h00
Prevenção com ácido fólico na gravidez é rara e incorreta no Brasil
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA + SAÚDE"
Uma medida simples para evitar malformações em bebês ainda é pouco adotada pelas brasileiras e será tema de campanha nacional com lançamento marcado para hoje em São Paulo.
Um levantamento com 500 mulheres realizado pelo médico Eduardo Borges da Fonseca, professor de obstetrícia da Universidade Federal da Paraíba, mostra que só 13,8% tomaram suplemento de ácido fólico antes de engravidar.
O uso dessa vitamina ao menos 30 dias antes do início da gestação, continuando até o terceiro mês, reduz em cerca de 75% a ocorrência dos defeitos de fechamento do tubo neural (a região do embrião que vai dar origem ao sistema nervoso central).
Hoje, 1 em 1.000 crianças nasce com algum desses problemas no país. Os mais comuns são espinha bífida (exposição dos nervos da medula espinhal) e anencefalia.
A anencefalia leva à morte do bebê. No caso da espinha bífida, a gravidade varia conforme a posição da lesão e a extensão. Algumas crianças não precisam de tratamento e outras podem ser submetidas a cirurgia logo após o parto. Mas muitas, mesmo após a operação, sofrem sequelas, como paralisia e dificuldades de aprendizagem.
No estudo, feito em João Pessoa, a maioria das que usaram o ácido fólico o fez de forma incorreta, muitas vezes com doses maiores dos que as ideais (de 400 microgramas por dia). Estudos com animais apontam que a suplementação em excesso pode levar a bebês com baixo peso.
Cerca de metade da amostra era de mulheres atendidas pelo SUS e a outra metade, de clínicas particulares. "Não houve diferença entre os grupos", afirma Fonseca, que é presidente da comissão de medicina fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
"Os números que nós encontramos são muito semelhantes aos de um estudo feito em Pelotas (RS) há seis anos. A situação não melhorou desde então."
O fechamento do tubo neural acontece entre a segunda e a quarta semana de gravidez. No Brasil, segundo pesquisa da Fiocruz com 22 mil mulheres, 55% das gestações não são planejadas.
"Em geral, a mulher só chega ao médico de dois a três meses depois do início da gravidez, o que já é uma fase tardia para o início da suplementação", afirma o médico.
Por isso, um dos focos da campanha da Febrasgo é estimular médicos a informar as mulheres sobre a importância do suplemento durante as consultas anuais.
A fortificação de farinhas de trigo e de milho com ácido fólico, obrigatória no Brasil desde 2004, consegue reduzir em 39% a ocorrência das malformações.
"Mas essa medida não atinge a todas. Muitas mulheres hoje adotam dietas da proteína, com baixa ingestão de carboidrato. Por isso é melhor usar as duas formas de prevenção: a alimentação fortificada e a suplementação."
EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA + SAÚDE"
Uma medida simples para evitar malformações em bebês ainda é pouco adotada pelas brasileiras e será tema de campanha nacional com lançamento marcado para hoje em São Paulo.
Um levantamento com 500 mulheres realizado pelo médico Eduardo Borges da Fonseca, professor de obstetrícia da Universidade Federal da Paraíba, mostra que só 13,8% tomaram suplemento de ácido fólico antes de engravidar.
O uso dessa vitamina ao menos 30 dias antes do início da gestação, continuando até o terceiro mês, reduz em cerca de 75% a ocorrência dos defeitos de fechamento do tubo neural (a região do embrião que vai dar origem ao sistema nervoso central).
Hoje, 1 em 1.000 crianças nasce com algum desses problemas no país. Os mais comuns são espinha bífida (exposição dos nervos da medula espinhal) e anencefalia.
A anencefalia leva à morte do bebê. No caso da espinha bífida, a gravidade varia conforme a posição da lesão e a extensão. Algumas crianças não precisam de tratamento e outras podem ser submetidas a cirurgia logo após o parto. Mas muitas, mesmo após a operação, sofrem sequelas, como paralisia e dificuldades de aprendizagem.
No estudo, feito em João Pessoa, a maioria das que usaram o ácido fólico o fez de forma incorreta, muitas vezes com doses maiores dos que as ideais (de 400 microgramas por dia). Estudos com animais apontam que a suplementação em excesso pode levar a bebês com baixo peso.
Cerca de metade da amostra era de mulheres atendidas pelo SUS e a outra metade, de clínicas particulares. "Não houve diferença entre os grupos", afirma Fonseca, que é presidente da comissão de medicina fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
"Os números que nós encontramos são muito semelhantes aos de um estudo feito em Pelotas (RS) há seis anos. A situação não melhorou desde então."
O fechamento do tubo neural acontece entre a segunda e a quarta semana de gravidez. No Brasil, segundo pesquisa da Fiocruz com 22 mil mulheres, 55% das gestações não são planejadas.
"Em geral, a mulher só chega ao médico de dois a três meses depois do início da gravidez, o que já é uma fase tardia para o início da suplementação", afirma o médico.
Por isso, um dos focos da campanha da Febrasgo é estimular médicos a informar as mulheres sobre a importância do suplemento durante as consultas anuais.
A fortificação de farinhas de trigo e de milho com ácido fólico, obrigatória no Brasil desde 2004, consegue reduzir em 39% a ocorrência das malformações.
"Mas essa medida não atinge a todas. Muitas mulheres hoje adotam dietas da proteína, com baixa ingestão de carboidrato. Por isso é melhor usar as duas formas de prevenção: a alimentação fortificada e a suplementação."
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domingo, 19 de agosto de 2012
Dicas para atividade física
|
Segue abaixo orientações do portal Uol Saúde para a prática segura de uma atividade física periódica: Torne-se ativo
| |||||||||||||
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Leucemia Linfóide Aguda
Em continuação ao post de 04 de junho, falaremos hoje sobre a forma mais frequente de leucemia entre as crianças, a LLA (Leucemia Linfóide Aguda). Conforme já foi dito, apesar de representar uma doença de extrema gravidade, vem obtendo altos índices de cura, especialmente entre o sub-tipo baixo risco; esta clasificação avalia critérios como idade, número de leucócitos ao diagnóstico e imunocitoquímica do blasto patológico (como exemplo, idade acima de 10 anos ou hemograma inicial com mais de 50.000 leucócitos representam uma LLA de alto risco). Os sintomas decorrentes de uma LLA estão associados às alterações medulares e consequentemente às alterações provocadas no hemograma. A expansão de um clone doente dentro da medula pode diminuir ou até inibir a produção de células normais: a queda de glóbulos vermelhos PODE levar a anemia, a queda de glóbulos brancos normais PODE levar a imunodepressão e consequentes infecções oportunistas, com febre, e a queda das plaquetas PODE levar a déficit da coagulação, com hemorragias e hematomas. Veja que nenhum sintoma é obrigatório no diagnóstico da LLA, assim como estes sintomas isolados não representam a certeza de uma leucemia. Um paciente apenas com anemia, terá provavelmente somente uma anemia; a certeza, porém, deste diagnóstico, necessitará do hemograma. E o que procuramos nele? O hemograma da LLA não necessita ter anemia, neutropenia ou plaquetopenia, mas sim apenas a neutropenia (que é a diminuição dos neutrófilos), pois como há produção aumentada de blastos linfóides é comum a contagem de leucócitos estar normal ou até elevada. Em alguns casos, não há alteração quantitativa nenhuma, mas o contador automático indica grande quantidade de linfócitos atípicos (que podem ser blastos leucêmicos). Vejam então que não há nenhuma garantia que uma ou mais destas alterações sejam certeza de uma LLA. Somente a investigação dirá o verdadeiro diagóstico. Por hoje é só, até a próxima.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Dia Mundial do Doador de Sangue
Segue abaixo reportagem do portal Uol de 14/06/2012:
14/06/201207h00
Apenas 2 entre 10 doadores
de sangue são voluntários sem laço afetivo com receptores
Do UOL,
em São Paulo
Cirurgias
que demandam ampla reposição de sangue e tratamentos radio ou quimioterápicos
são situações comuns no cotidiano de um hospital, portanto é fundamental que o
banco de sangue esteja abastecido para suprir as necessidades dos pacientes. No
entanto, segundo levantamento do Hospital A.C.Camargo, apenas 2 entre 10
doadores são voluntários sem laço afetivo com receptores.
"Recebemos
uma média de 60 a 70 doadores por dia e, infelizmente, apenas 20% deles são
voluntários. Os outros 80% são fruto de ação interna que fazemos junto aos
familiares e amigos com a proposta de sensibilizá-los", destaca a
hemoterapeuta/hematologista do A.C.Camargo, Rivânia Almeida de Andrade.
No dia
Mundial do Doador de Sangue, comemorado nesta quinta-feira (14), os hospitais
pretendem estimular a busca espontânea pelos bancos de sangue, visto que
durante os meses de junho e julho o número de doações cai. "Não podemos
repetir o fato de haver queda do número de doadores durante as férias escolares
de julho e chegada do inverno", alerta Andrade.
Diagnósticos
Alguns hospitais
oferecem aos doadores de sangue exames para diagnosticar algumas doenças como,
câncer de próstata, pâncreas, tireoide. Além dos exames feitos em todos os
hospitais que detectam Aids, hepatites B e C, doença de chagas e sífilis.
Ao
receber os resultados dos exames, o doador já pode ser encaminhado para o
tratamento necessário.
Detalhes
sobre a doação de sangue:
- A
doação de sangue é segura e demora cerca de trinta minutos
- Todo material utilizado na coleta do sangue é descartável, garantindo a segurança do doador.
- O volume de sangue total a ser coletado não pode exceder 8 ml/kg de peso para as mulheres e 9 ml/kg de peso para os homens. O volume admitido por doação é de 450 ml +/- 50ml, aos quais podem ser acrescidos até 30 ml para a realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas
- Doar sangue não altera a pressão arterial, não engrossa e nem modifica o sangue.
- O doador não tem qualquer obrigação de doar sangue novamente. Só faz isso se quiser, com intervalo de 60 dias para os homens e 90 dias para as mulheres
- É necessário apresentar um documento de identificação com foto, emitido por órgão oficial, ou sua cópia autenticada
- Todo material utilizado na coleta do sangue é descartável, garantindo a segurança do doador.
- O volume de sangue total a ser coletado não pode exceder 8 ml/kg de peso para as mulheres e 9 ml/kg de peso para os homens. O volume admitido por doação é de 450 ml +/- 50ml, aos quais podem ser acrescidos até 30 ml para a realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas
- Doar sangue não altera a pressão arterial, não engrossa e nem modifica o sangue.
- O doador não tem qualquer obrigação de doar sangue novamente. Só faz isso se quiser, com intervalo de 60 dias para os homens e 90 dias para as mulheres
- É necessário apresentar um documento de identificação com foto, emitido por órgão oficial, ou sua cópia autenticada
Para doar
sangue é preciso:
- Ter
entre 18 e 65 anos e mais de 55 quilos
- Estar em boas condições de saúde e alimentado, mas não pode ter ingerido comida gordurosa nas últimas quatro horas
- Não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação
- Não ter tido gripe ou febre nos últimos sete dias
- Ter feito a última doação há mais de 90 dias se for mulher ou 60 dias se for homem
- Não ter feito tatuagem há menos de um ano
- Não estar grávida ou ter tido parto ou aborto há menos de três meses
- Não estar no período de amamentação
- Não ter nenhuma doença crônica do tipo cardiopatia, diabetes, tuberculose, doença renal, epilepsia ou hepatite
- Não ter antecedente ou apresentar fator de risco para doenças infecciosas transmissíveis por transfusão - sífilis, doença de Chagas, Aids, Hepatites B e C, malária, HTLV I/II
- Estar em boas condições de saúde e alimentado, mas não pode ter ingerido comida gordurosa nas últimas quatro horas
- Não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação
- Não ter tido gripe ou febre nos últimos sete dias
- Ter feito a última doação há mais de 90 dias se for mulher ou 60 dias se for homem
- Não ter feito tatuagem há menos de um ano
- Não estar grávida ou ter tido parto ou aborto há menos de três meses
- Não estar no período de amamentação
- Não ter nenhuma doença crônica do tipo cardiopatia, diabetes, tuberculose, doença renal, epilepsia ou hepatite
- Não ter antecedente ou apresentar fator de risco para doenças infecciosas transmissíveis por transfusão - sífilis, doença de Chagas, Aids, Hepatites B e C, malária, HTLV I/II
Cuidados
após a doação:
- A
doação não traz riscos para o doador, mas eventualmente, após a coleta do
sangue, a pessoa pode apresentar alguns sintomas: tontura, queda de pressão,
desmaio, náuseas, vômitos, dor ou hematoma no local da punção
- Alguns cuidados são necessários para diminuir os efeitos colaterais adversos após a doação: Ingerir bastante líquido, não tomar bebida alcoólica ou realizar exercícios físicos no dia da doação, não fazer força com o braço que foi puncionado, não fumar por no mínimo duas horas e aguardar 30 minutos para dirigir carro e 1 hora para dirigir motocicleta
- Se o doador sentir alguns desses sintomas ou outros que não considere normal, deve comunicar imediatamente ou retornar ao Banco de Sangue para avaliação e orientação médica
- Alguns cuidados são necessários para diminuir os efeitos colaterais adversos após a doação: Ingerir bastante líquido, não tomar bebida alcoólica ou realizar exercícios físicos no dia da doação, não fazer força com o braço que foi puncionado, não fumar por no mínimo duas horas e aguardar 30 minutos para dirigir carro e 1 hora para dirigir motocicleta
- Se o doador sentir alguns desses sintomas ou outros que não considere normal, deve comunicar imediatamente ou retornar ao Banco de Sangue para avaliação e orientação médica
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Doação de Sangue,
Doação Voluntária,
Hemoterapia
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Atestado Médico para Academias
Segue abaixo reportagem do portal Folha de 05/06/2012:
05/06/2012 - 08h00
Nova lei exige atestado médico semestral para frequentar academia
JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Desde maio, alunos de academias da cidade de São
Paulo têm que se submeter a exames médicos semestrais, de acordo com a lei
11.383/1993, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab.
E o não cumprimento da lei pode levar à multa e
fechamento do estabelecimento, segundo a Covisa (Coordenação de Vigilância em
Saúde), responsável pela fiscalização.
Para o cirurgião especializado em medicina
esportiva Liaw Chao, ser avaliado a cada seis meses é benéfico: "A
academia serve como porta de entrada para o consultório, convencendo pacientes
relapsos, sobretudo homens, a se cuidarem melhor".
Ao voltar para a ginástica depois de quatro anos
parado, o empresário Ian Walace, 44, surpreendeu-se com a quantidade de testes
que precisou fazer: "Antes era mais simples, só uma corridinha na esteira,
uma medição de pulso. Achei melhor agora, passa confiança", diz.
Mas não ficou animado quando descobriu que logo
terá que repetir os exames posturais, cardíacos e neuromotores: "Achei
exagerado, meu estado de saúde não vai mudar em um semestre".
Preocupadas com a evasão de alunos por conta do
aumento dos exames, academias como a Bodytech e a K2 colocaram médicos de
plantão em suas unidades.
"Facilita a vida do aluno e garante que os
exames sejam úteis tanto para a parte médica quanto para avaliar o
desempenho", afirma Daniel Gusmão, coordenador da rede de academias K2.
A facilidade tem seu preço. Nas unidades da K2, o
aluno paga R$ 75 para fazer a avaliação médica. Se quiser fazer também a
avaliação física, desembolsa mais R$ 150.
Na Bodytech, um "checkup fitness" que
inclui testes médicos e físicos custa R$ 420.
MENOR DE IDADE
A nova lei obriga ainda que menores de 18 anos
apresentem uma autorização dos pais ou responsáveis para frequentar a academia.
Segundo o hebiatra Maurício de Souza Lima, do Hospital Sírio Libanês, ter que
assinar o documento pode conscientizar os pais da importância de avaliar a
atividade dos filhos.
Para o médico, o excesso de exercícios pode causar
tendinite e comprometer as cartilagens. "Acho temerário um adolescente
passar mais de uma hora na academia mais de três vezes por semana."
A intensidade do exercício precisa ser controlada
de acordo com o nível de crescimento. Musculação, só depois dos 16 para as
meninas e dos 18 para os meninos.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Leucemia
Olá...como já foi explicado, as leucemias são a forma mais frequente de câncer infantil, e felizmente tambem atingem (conforme sua classificação) os maiores índices de cura total na oncologia pediátrica. Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre os tipos de leucemias; é muito claro que nem todas são iguais em gravidade, portanto nem sempre um diagnóstico deste é motivo, por exemplo, de internações seguidas e tratamentos agressivos. Inicialmente, dividimos as leucemias em dois grupos: as agudas e crônicas, e as linfóides e mielóides. Aa leucemias agudas são as formas de evolução mais rápida e agressiva, aquelas que se não tratadas imediatamente podem levar a óbito em poucos dias, enquanto as crônicas tem uma evolução mais lenta, sem trazer tantos sintomas, e sem exames periódicos podem levar até anos para serem diagnosticadas. Temos então a LLA (Leucemia Linfóide Aguda), a mais comum entre as crianças, que conforme sua classificação e idade, pode atingir até 90% de cura total; temos a LLC (Leucemia Linfóide Crônica), rara em crianças; a LMA (Leucemia Mielóide Aguda), patologia muito agressiva com altos índices de mortalidade com a quimioterapia, sendo hoje uma indicação clara de transplante de medula óssea, felizmente com uma frequência muito menor que a LLA; e a LMC (Leucemia Mielóide Crônica), doença tambem rara porém de características celulares tão diversas que alguns sub-tipos são incluídos na classificação das SMD, Síndromes Mielo-Displásicas. vista por nós em 16/02/2011. Ainda temos a Leucemia Bi-Fenotípica (Linfóide + Mielóide), logicamente muito grave, que pode aparecer no primeiro diagnóstico ou evoluir durante o tratamento de uma LLA. Por hoje é só, um abraço.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Plano de Saúde deverá cobrir Quimioterapia Oral
Segue abaixo reportagem do portal G1 de 16/05/2012:
Volto em breve com um novo post científico. Até a próxima.
A
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (16) um
projeto de lei que obriga os planos de saúde a cobrirem o tratamento domiciliar
de câncer cujo paciente toma medicação oral.
A
proposta foi aprovada em caráter terminativo na comissão e, portanto, só será
votada no plenário do Senado se houver recurso por parte de parlamentares. Caso
não seja apresentado recurso, o projeto segue para análise e votação na Câmara
dos Deputados. Se sofrer alterações, volta para o Senado. Depois, vai à sanção
da presidente Dilma Rousseff, que tem a prerrogativa de sancionar ou vetar
total ou parcialmente. O projeto (PLS 352/11) é da senadora Ana Amélia (PP-RS).
O
tratamento do câncer com medicamentos orais pode substituir ou complementar o
tratamento ambulatorial e de internação hospitalar.
Amélia
afirma que, além de não cobrirem esse tipo de tratamento, atualmente os planos
de saúde transferem parte desses pacientes e seus respectivos custos
assistenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo
com o projeto, os planos de saúde que incluem atendimento ambulatorial terão de
cobrir o tratamento de quimioterapia oncológica domiciliar de uso oral,
incluindo os medicamentos para controle de efeitos colaterais relacionados ao
tratamento.
Já os planos
que incluem internação hospitalar teriam de cobrir a quimioterapia oncológica
ambulatorial e domiciliar e os procedimentos radioterápicos para tratamento de
câncer ou uso terapêutico do sangue, para garantir a continuidade da
assistência prestada durante a internação hospitalar.
A
proposta de Ana Amélia altera a Lei 9.656, de 1998, que trata das regras dos
planos de saúde. O texto contou com parecer favorável do relator, senador
Waldemir Moka (PMDB-MS), que é médico.
Volto em breve com um novo post científico. Até a próxima.
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Comentários
Bom dia...abro hoje um novo post para responder a algumas dúvidas surgidas durante estas semanas. Lembrando que além de postar um comentário, você pode me escrever diretamente pelo e-mail lcpinheiro168@hotmail.com , ou ser um seguidor como já fazem a Agnes, a Vanessa e meu colega Marcelo Rossi.
Stella está preocupada com sua anemia profunda, difícil de ser resolvida. Uma anemia profunda não é diagnóstico, pode ser somente uma anemia ferropriva persistente, que se acentua com o passar dos meses sem tratamento. E quando falamos tratamento, significa que a entrada de Ferro é superior à saída; grosseiramente, comparamos com uma caixa d'água: não adianta enchê-la continuamente se as torneiras da casa estiverem abertas escoando toda sua entrada. É o que rotineiramente acontece com mulheres em idade fértil que apresentam menstruações volumosas; elas se alimentam bem, tomam suplementos diariamente mas estão sempre com anemia.
Taiane questiona se há um tratamento específico para a herpes causada pela baixa resistência; normalmente este quadro é auto-limitado, ou seja, desaparece espontaneamente em alguns dias. Costuma ser usado o Aciclovir tópico, que às vezes melhora os sintomas, e o tratamento com Aciclovir oral é indicado em pacientes com história de imunidade reduzida comprovada.
Vanessa elogia o post eosinofilia, obrigado.
Márcia é corredora de rua e pergunta se o GAMAFI (nossa clínica de avaliação para praticantes de atividades físicas) atende fora de Ribeirão Preto. Por enquanto estamos apenas aqui em nossa cidade, informações no 16-3289-0900.
E Raíssa apresenta uma anemia de difícil resolução e vai no ponto da questão, se o diagnóstico está correto. Seu caso necessita de uma avaliação mais complexa, estou à sua disposição pelo e-mail, lembrando sempre que este nosso bate-papo não substitui uma consulta oficial, em que estamos diante do paciente e podemos realizar nossa história clínica e um exame físico adequado.
Por hoje é só, até a próxima.
Stella está preocupada com sua anemia profunda, difícil de ser resolvida. Uma anemia profunda não é diagnóstico, pode ser somente uma anemia ferropriva persistente, que se acentua com o passar dos meses sem tratamento. E quando falamos tratamento, significa que a entrada de Ferro é superior à saída; grosseiramente, comparamos com uma caixa d'água: não adianta enchê-la continuamente se as torneiras da casa estiverem abertas escoando toda sua entrada. É o que rotineiramente acontece com mulheres em idade fértil que apresentam menstruações volumosas; elas se alimentam bem, tomam suplementos diariamente mas estão sempre com anemia.
Taiane questiona se há um tratamento específico para a herpes causada pela baixa resistência; normalmente este quadro é auto-limitado, ou seja, desaparece espontaneamente em alguns dias. Costuma ser usado o Aciclovir tópico, que às vezes melhora os sintomas, e o tratamento com Aciclovir oral é indicado em pacientes com história de imunidade reduzida comprovada.
Vanessa elogia o post eosinofilia, obrigado.
Márcia é corredora de rua e pergunta se o GAMAFI (nossa clínica de avaliação para praticantes de atividades físicas) atende fora de Ribeirão Preto. Por enquanto estamos apenas aqui em nossa cidade, informações no 16-3289-0900.
E Raíssa apresenta uma anemia de difícil resolução e vai no ponto da questão, se o diagnóstico está correto. Seu caso necessita de uma avaliação mais complexa, estou à sua disposição pelo e-mail, lembrando sempre que este nosso bate-papo não substitui uma consulta oficial, em que estamos diante do paciente e podemos realizar nossa história clínica e um exame físico adequado.
Por hoje é só, até a próxima.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Atividade Física
Bom dia...não é novidade para ninguém que a atividade física traz vários benefícios para corpo e mente, como melhora da coordenação motora, prevenção de doenças cardio-vasculares e aumento da auto-estima e da sociabilidade. Por outro lado, praticar exercícios tornou-se para alguns uma "moda", praticada sem critério ou acompanhamento algum. Particularmente na hematologia, acompanhamos adeptos de corrida de rua e maratonistas, propensos a anemias crônicas por queda do estoque de ferro, geralmente causado pelos traumas musculares de repetição (micro lesões sangrantes dos membros inferiores). Qualquer indivíduo, antes de iniciar uma atividade física, amadora ou profissional, deveria ser avaliado por um médico ou por um grupo de especialistas. Visando este acompanhamento de qualidade. abrimos em Ribeirão Preto o GAMAFI - Grupo de Avaliação Multidisciplinar para Atividade Física, composto por hematologista, cardiologista e nutróloga, com retaguardas de ortopedista e dentista. Nunca pratique esportes sem uma avaliação inicial que diga a carga que seu organismo suporte e os cuidados a serem tomados. Por hoje é só, um abraço.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Oncologia Infantil - 2ª parte
Bom dia...após um feríodo sem postagens (férias, crianças em casa, muito cinema e Play-Station) volto ao assunto que introduzi no post anterior. O câncer infantil, apesar de frequente e mais dramático que no adulto (pois a criança teria maior expectativa de vida e carrega sonhos e expectativas dos pais) é uma patologia com alta taxa de cura nos dias de hoje. É óbvio que tudo depende do tipo de neoplasia (algumas, como o tumor pulmonar de Askin, que vitimou o cantor Leandro, são infalivelmente fatais), e estas taxas são elevadas porque entre os tumores mais comuns temos patologias com alta taxa de sobrevivência, como a leucemia linfóide aguda (LLA) e o tumor renal primário. A cura entre os pacientes como LLA de baixo risco (que leva em conta a idade, tipo de célula doente, invasão de outros órgãos) e pacientes com Tumor de Wilms em estágio inicial chega a 90%. São tambem muito comuns em crianças os tumores do sistema nervoso central e dos ossos. A partir dos próximos posts falaremos um pouco mais de cada um deles, e certamente muitas questões serão levantadas. Estou aqui para auxiliar no entendimento destas doenças, um abraço.
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Tumor de Wilms
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Comentários, questões e consultas
Bom dia...abro espaço hoje para responder algumas questões que chegam a mim através dos comentários ou pelo e-mail lcpinheiro168@hotmail.com . Lembro que nossas conversas não caracterizam nem substituem uma verdadeira consulta médica, conforme o Código de Ética do CRM, e para aqueles interessados em uma avaliação completa e detalhada, estou à disposição em meu consultório particular em Ribeirão Preto-SP, fone 16-3289-0900. Aos interessados de fora da cidade, temos horários especiais de atendimento e informações sobre estadia na belíssima cidade do interior paulista.
Em comentários, Marcia me pergunta sobre o termo: Leucopenia associada a linfocitose relativa. Leucopenia significa que o valor dos leucócitos (glóbulos brancos) está diminuído, enquanto linfocitose é o aumento dos linfócitos (um tipo de glóbulo branco), porém de forma relativa, ou seja, pode ser que o valor real dos linfócitos esteja normal, porém em porcentagem há mais linfócitos que outros tipos.Apenas como exemplo, resfriados comuns e algumas infecções (como a dengue) podem ter este resultado, mais informações apenas com o hemograma completo em mãos.
Tambem em comentários, Mary informa que seu filho passou anos tomando Ferro sem sucesso, e após uma grande piora teve o diagnóstico de esferocitose. Voltamos a avisar: o fundamental é o diagnóstico preciso, principalmente a anemia ferropriva (por falta de ferro), que tem exames à disposição facilmente mesmo pelo SUS.
Por e-mail, Ana Paula me pede informações sobre o livro "Interpretação do Hemograma na Pediatria", voltado para profissionais da área da saúde mas à disposição para qualquer interessado. Seu custo, com frete incluso, é de R$ 50,00. Por hoje é só, um abraço, Luís Cláudio.
Em comentários, Marcia me pergunta sobre o termo: Leucopenia associada a linfocitose relativa. Leucopenia significa que o valor dos leucócitos (glóbulos brancos) está diminuído, enquanto linfocitose é o aumento dos linfócitos (um tipo de glóbulo branco), porém de forma relativa, ou seja, pode ser que o valor real dos linfócitos esteja normal, porém em porcentagem há mais linfócitos que outros tipos.Apenas como exemplo, resfriados comuns e algumas infecções (como a dengue) podem ter este resultado, mais informações apenas com o hemograma completo em mãos.
Tambem em comentários, Mary informa que seu filho passou anos tomando Ferro sem sucesso, e após uma grande piora teve o diagnóstico de esferocitose. Voltamos a avisar: o fundamental é o diagnóstico preciso, principalmente a anemia ferropriva (por falta de ferro), que tem exames à disposição facilmente mesmo pelo SUS.
Por e-mail, Ana Paula me pede informações sobre o livro "Interpretação do Hemograma na Pediatria", voltado para profissionais da área da saúde mas à disposição para qualquer interessado. Seu custo, com frete incluso, é de R$ 50,00. Por hoje é só, um abraço, Luís Cláudio.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Oncologia Infantil
Bom dia...oncologia é a área da medicina que diagnostica e trata as neoplasias, os chamados tumores malignos (ou câncer). Um tumor benigno, apesar de muitas vezes ser uma pré-neoplasia, não é denominado câncer. Por que então a hematologia se cruza com a oncologia? Uma neoplasia pode afetar qualquer órgão ou sistema do corpo humano, temos portanto a neoplasia pulmonar (que afeta a célula do pulmão), a neoplasia intestinal (que afeta a célula do intestino) e assim por diante com a pele, estômago, sistema nervoso, até chegarmos na neoplasia hematológica (que afeta a célula do sangue, geralmente o glóbulo branco). O que confunde muitas pessoas é que um câncer é associado à imagem de um nódulo ou caroço (interno ou externo), ou seja, é visualizado a olhos nu ou através de um RX, endoscopia ou tomografia. Nas neoplasias hematológicas acontece o mesmo, mas o "tumor" geralmente é circulante, como no caso das leucemias. O glóbulo branco doente atravessa toda rede venosa, arterial e linfática, em alguns casos criando "depósitos" que são as ínguas (gânglios estufados de células neoplásicas), hepatomegalias (fígado aumentado) ou esplenomegalia (baço aumentado). Os linfomas são patologias que geram estes depósitos, mas sem envolvimento do sangue. Vamos lembrar aqui que ínguas e hepato-esplenomegalias, na maioria das vezes, NÃO SÃO NEOPLASIAS, mas sempre devem ser investigadas. Na próxima falaremos mais, um abraço.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Baixa Resistência - Parte 2
Bom dia...Este post é uma continuação do dia 27/01/2010, e atende pedidos de alguns amigos que acompanham o blog solicitando mais informações sobre o tema. Relembrando a postagem anterior, o termo baixa resistência é amplo e não define uma patologia em particular. Semanticamente falando, o que é resistência: é a capacidade do organismo em enfrentar microorganismos que possam nos causar doenças. Na hematologia e na imunologia, este papel é desempenhado pelos anti-corpos circulantes no sangue (leucócitos, imunoglobinas), por isto dizemos que a baixa resistência comprovada por exames pode causar infecções no corpo todo, apesar de alguns anti-corpos serem direcionados para infecções localizadas (como a pele). Há, entretanto, o caso daqueles pacientes que mesmo tendo exames de sangue normais apresentam infecções repetidas por longo tempo, como a herpes labial (geralmente ligada ao stress) e a candidíase vaginal (relacionada à mudança de flora local por vários fatores, incluindo endócrinos, fazendo diminuir o número de anti-corpos da região). Nossa imunidade é uma rede complexa em que até substâncias neurotransmissoras, como a serotonina, são capazes de interferir na nossa capacidade de defesa; é ela que explica aquele ditado popular de que pessoas
felizes tem menos doenças (o que não é 100% verdade, mas semelhante àqueles remedinhos de gripe da vovó, acabam tendo um fundo científico de verdade). Por hoje é só, um abraço.
felizes tem menos doenças (o que não é 100% verdade, mas semelhante àqueles remedinhos de gripe da vovó, acabam tendo um fundo científico de verdade). Por hoje é só, um abraço.
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